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Breve roteiro de leitura para pessoas interessadas em estudos queer

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O roteiro abaixo foi feito para quem deseja se aproximar dos estudos queer. Trata-se de um pequeno guia para iniciantes, com as referências dos textos e breves comentários. A ordem de leitura foi criada apenas para tentar facilitar a compreensão, mas isso não quer dizer que você precisa necessariamente seguir os passos à risca.

Apenas textos em língua portuguesa e espanhola foram selecionados, o que torna a lista muito limitada e incompleta porque a maioria da produção foi escrita em inglês.

Primeiras leituras: muitas pessoas dizem, e com razão, que vários textos sobre os estudos queer são difíceis de serem compreendidos. Por isso, os primeiros textos abaixo são bons para os iniciantes porque simplificam e contextualizam determinadas questões de forma bem didática.

 

Além do Stonewall, além da identidade: Unidade através da diversidade

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Maria-Fatima Santos*

Leandro Colling organizou o livro “ Stonewall 40+ o que no Brasil?” como resultado do evento organizado pelo grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS). A combinação de artigos de vários autores com as transcrições das mesas redondas revela a complexidade de questões LGBT/queer e, ao mesmo tempo, consegue evitar o velho caminho da teoria que não se relaciona com a prática, ou, como dizem os brasileiros, consegue não “ viajar na maionese.”

“Nós vivemos em uma situação que parece que temos muita liberdade, mas quando menos se espera, cai uma cacetada em sua cabeça.” Edward MacRae, como outras vozes do livro, admite que muito mudou desde a internacionalmente significativa revolta, em Nova Iorque, contra o tratamento desigual da comunidade LGBT.

A revolta de Stonewall, 40 anos atrás, foi um momento significativo na luta pela diversidade sexual ao redor do mundo, mas este livro destaca como a experiência brasileira contribui ao debate global. Por exemplo, a parceria entre o Ministério da Saúde e a comunidade LGBT durante a epidemia HIV/AIDS serve como exemplo de possibilidades de diálogo com o estado, o qual não aconteceu na mesma maneira em países como os EUA e a Austrália.

 

Coordenador do CUS publica novo texto sobre políticas LGBT

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O professor Leandro Colling acaba de publicar mais um dos seus textos no site do CUS. Desta vez, o coordenador do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) analisa algumas questões que fizeram parte das reuniões do Conselho Nacional LGBT e de conferências e defende as chamadas políticas das diferenças para a elaboração, execução e avaliação de políticas para o respeito à diversidade sexual e de gênero no Brasil. A primeira versão do artigo foi apresentada no II Curso de Introdução à Política e Teoria Queer, realizado de 23 a 27 de janeiro 2012, na Universidade Federal da Bahia. O curso foi promovido pelo CUS e contou com a participação de cerca de 40 pessoas, algumas delas oriundas de outros estados brasileiros.

 Clique aqui e leia texto na íntegra.

 

CUS divulga lista de selecionados para II Curso de Introdução à Política e Teoria Queer

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O II Curso de Introdução à Política e Teoria Queer recebeu 65 inscrições para as 30 vagas disponibilizadas. As candidaturas são de estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais de várias áreas, integrantes do movimento LGBT ou pessoas sem vínculo institucional. O CUS levou em consideração os seguintes critérios na seleção:

- contemplar pessoas de diversas áreas, cidades, universidades, cursos, filiações institucionais e identidades;

- contemplar pessoas que poderão utilizar as reflexões do curso na academia e/ou fora dela;

- contemplar pessoas que não cursaram a primeira edição do curso, em 2011;

- contemplar pessoas que possuem nenhuma ou pequena aproximação com os estudos queer (quem já tem conhecimentos não foi selecionado porque o curso é para iniciantes).

Integrantes do CUS e/ou estudantes orientados por professores do grupo possuem vaga garantida e não constam na lista abaixo.

Lembramos que o curso será realizado, de forma presencial, de 23 a 27 de janeiro de 2012, das 18h30 às 22h, na sala 111 do PAF (Pavilhão de Aulas 3 - Glauber Rocha), no campus de Ondina, Salvador.

Como estamos em período de férias, provavelmente as cantinas do campus deverão estar fechadas nesse período. Portanto, não contem com espaços para a compra de lanches na UFBA.

Quem não puder participar do curso, favor avisar com o máximo de antecedência para procedermos as substituições.

Agradecemos o grande interesse pelo curso e esperamos que tenhamos condições de oferecer outras edições em breve. Por isso, acessem com periodicidade o site de nosso grupo (www.cult.ufba.br/cus)

A equipe organizadora

 

 

2012: para onde vão as proposições da II Conferência Nacional LGBT?

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Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente. Eu sou. E se não for, me farei.

Caio Fernando Abreu, in Limite branco.

 

O iniciar de um novo ano sempre vem acompanhado de avaliações e projeções sobre o que está por vir. Este texto tem o objetivo de sistematizar breves impressões e tecer considerações “provisórias” sobre o cenário concernente a II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, realizada em dezembro do último ano, cujas proposições aprovadas devem balizar as ações desenvolvidas durante o ano de 2012 e os próximos (até a realização da terceira edição desta mesma conferência).

As conferências têm explícito objetivo de controle social, aonde sociedade civil e poder público estabelecem diálogo avaliativo no que tange a execução de políticas públicas que foram previstas de serem desenvolvidas. O I Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, neste caso, seria o foco central deste momento de “conferir”. Considerando resultados de estudos[1] recentes no campo das políticas públicas LGBT, ressalta-se que a existência de planos e programas traduz o ineditismo desta política, porém a execução de forma efetiva destes está aquém da eficácia. O que pode ser visto na II Conferência LGBT, desde seu texto-base até as exposições dos ministérios nos painéis, fora a visível lacuna entre “o pensado, o dito e o feito”, ou seja, o vácuo entre as ações previstas no plano, o que o texto-base e as falas (dos representantes ministeriais nos painéis) disseram ter realizado e o que realmente foi desenvolvido (percebido de maneira latente nas intervenções dos/as participantes da conferência nos painéis e grupos de trabalho). Nota-se que há nisto uma correlação de forças que envolvem disputas partidárias, onde as políticas públicas também se relacionam com a trajetória pouco linear de demanda – concessão – conquista – outorgamento das mesmas.

 

 
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